Campanha e marca · Supermercado online

Shopper — Você não conhece a Shopper?.

Uma menina de quatro anos explicando a Shopper em dez segundos, sem precisar de texto longo.

Shopper · 2018 — 2020 · UX/UI Designer

Peça de abertura: a pergunta que dá nome à campanha.

O trabalho

Campanha de apresentação da marca Shopper, supermercado online que entrega a compra do mês em casa. Vídeo curto com a Mel, uma criança que se apresenta, brinca com as caixas da entrega e fecha com a assinatura “Leve a vida leve”. A Apol cuidou da peça de abertura, das artes de vídeo, da tipografia animada e do tratamento das fotos de bastidores.

O contexto

A Shopper é um supermercado online com uma ideia simples: a pessoa monta a lista uma vez e recebe a compra do mês em casa, sem repetir o pedido. Em 2020 a marca ainda precisava se explicar. O nome lembra “comprador”, o logo tinha uma sacola sorrindo, mas muita gente nunca tinha ouvido falar. A campanha partiu dessa dúvida literal — “Você não conhece a Shopper?” — e apostou numa criança como porta-voz: se a Mel consegue explicar, qualquer pessoa entende. O público era a família que faz compra grande, cansada de carregar caixa de supermercado. O trabalho de design cobriu a peça de abertura em formato de capa, as lettering animadas do vídeo (feitas no After Effects) e a seleção e tratamento das fotos de estúdio.

O desafio

O desafio era de comunicação, não de interface: fazer uma marca desconhecida ser entendida em segundos, num feed que a pessoa rola sem som. Isso puxa três decisões de UX de conteúdo. Primeiro, cada quadro precisa funcionar como cartaz parado, porque o vídeo pode ser visto mudo e cortado no meio. Segundo, texto e personagem não podem brigar pelo mesmo lugar na tela. Terceiro, o tom tinha que ser leve sem virar infantil — o produto é sério (a compra do mês da casa), a embalagem da mensagem é que é brincalhona. Tudo isso em fundo de uma cor só, onde qualquer erro de legibilidade aparece.

Setor: Supermercado online de compras recorrentesPeríodo: 2018 — 2020Função: UX/UI DesignerFerramentas: After Effects, Photoshop, Lightroom

Como foi feito

Do problema à tela.

  1. 01

    Estúdio e chroma key

    A Mel foi filmada e fotografada em fundo verde, com caixas reais da Shopper no cenário. As fotos de bastidores mostram o material bruto: iluminação dura, sombra no rosto, verde saturado. Esse bruto é o ponto de partida de tudo o que aparece pronto.

  2. 02

    Cor da marca como cenário

    Em vez de recortar a menina e colocar num cenário desenhado, o verde foi trocado pelo turquesa da Shopper com um leve degradê de chão. A personagem passa a existir “dentro” da cor da marca, e o fundo vira o elemento de identidade mais forte do vídeo.

  3. 03

    Texto que entra em etapas

    As frases do vídeo foram animadas palavra a palavra no After Effects: “Leve” aparece sozinha, depois “a vida” em cursiva, depois o segundo “Leve”. A assinatura se monta na frente da pessoa e é lida no ritmo da fala, sem bloco de texto chegando de uma vez.

  4. 04

    Peça de abertura e fotos tratadas

    A capa da campanha reúne logo, pergunta-título e a expressão de surpresa da Mel. As fotos de estúdio foram tratadas no Lightroom e Photoshop e montadas em colagem inclinada, que serve como bastidores da campanha nas redes.

O que melhorou no UX

6 decisões, com a tela pra provar.

01 / 06

Uma coisa por quadro

O atrito
Vídeo curto em rede social é visto sem som e abandonado em poucos segundos. Se o quadro tem muita informação, a pessoa não pega nada.
O que a tela faz agora
Cada cena do vídeo carrega um único elemento de texto: “Oi, eu sou a Mel.”, “Leve a vida leve”, “Obrigado”. Personagem de um lado, frase do outro, fundo liso.
Por que é melhor: Quem vê três segundos de qualquer trecho entende o que está acontecendo. A mensagem sobrevive ao corte, ao mudo e ao polegar apressado.
A Mel se apresenta — um quadro, uma frase.
Encerramento do vídeo.

02 / 06

Hierarquia dentro da frase

O atrito
“Oi, eu sou a Mel” é uma frase pequena, mas tem duas informações: o cumprimento e o nome. Com peso igual, nenhuma se destaca.
O que a tela faz agora
“Oi,” e “Mel.” vão em negrito e tamanho maior; “eu sou a” vai em peso leve. Na assinatura, “Leve” fica em sem-serifa pesada e “a vida” em cursiva, marcando a diferença entre o verbo e o resto.
Por que é melhor: O olho pega primeiro o que importa (quem é e o que a marca promete) e lê o conectivo depois. O trocadilho de “leve” (verbo e adjetivo) fica visível só pela forma das letras, sem precisar explicar.
A Mel se apresenta — um quadro, uma frase.
A assinatura completa: “Leve a vida leve”.

03 / 06

Texto que chega no ritmo da fala

O atrito
Uma frase que aparece inteira de uma vez compete com a criança falando. A pessoa não sabe se olha o texto ou a Mel.
O que a tela faz agora
A assinatura entra em três tempos: “Leve”, depois “a vida”, depois o “Leve” final, cada palavra com um leve brilho ao surgir. A Mel gesticula no mesmo compasso.
Por que é melhor: Ler e ouvir viram a mesma coisa. Quem está sem som acompanha a construção da frase; quem está com som recebe texto e voz juntos, sem redundância cansativa.
Primeira batida da assinatura: só “Leve”.
Segunda batida: entra “a vida” em cursiva.
A assinatura completa: “Leve a vida leve”.

04 / 06

Fundo de uma cor só, com contraste garantido

O atrito
Texto branco sobre turquesa claro pode ficar lavado, principalmente em tela de celular com brilho baixo.
O que a tela faz agora
O fundo usa o turquesa da marca com degradê suave para um tom mais escuro no chão, e o texto leva um brilho sutil na borda. A camiseta azul-marinho da Mel foi escolhida para separar a personagem do fundo.
Por que é melhor: As letras continuam legíveis em qualquer trecho da tela e a menina nunca “some” na cor. A marca aparece sem o logo precisar estar em todo quadro.
Primeira batida da assinatura: só “Leve”.
Encerramento do vídeo.

05 / 06

Pergunta como título

O atrito
Marca nova que se apresenta com o próprio nome em destaque não gera curiosidade. A pessoa passa.
O que a tela faz agora
A peça de abertura faz uma pergunta direta — “Você não conhece a Shopper?” — com “Não Conhece a Shopper?” em peso máximo e “Você” menor, ao lado da cara de espanto da Mel. O logo fica numa caixa branca, separado do título.
Por que é melhor: A pergunta coloca a pessoa na conversa. A expressão da criança dá o tom (surpresa, não cobrança). O logo isolado garante que a marca seja lida mesmo por quem só bate o olho.
Peça de abertura: a pergunta que dá nome à campanha.

06 / 06

Do bruto ao pronto

O atrito
A filmagem em chroma key sai com rosto sombreado, verde estourado e enquadramentos cruzados. Publicar assim passaria amadorismo.
O que a tela faz agora
O bruto foi tratado em cor e pele, o verde trocado pelo turquesa da marca, e as fotos com as caixas da Shopper ganharam uma colagem inclinada que assume o clima de bastidor.
Por que é melhor: O mesmo material serve duas conversas: o vídeo polido apresenta a marca, e os bastidores mostram que tem gente de verdade e caixa de verdade por trás, sem fingir perfeição.

Antes

Material bruto do estúdio, antes do tratamento.

Depois

As caixas reais da entrega entraram no cenário.
Bastidores: colagem das fotos de estúdio.

O que fica desse trabalho

  • Vídeo de rede social é lido mudo: cada quadro tem que funcionar como cartaz.
  • Peso de fonte faz hierarquia dentro de uma frase curta — não precisa de cor nem de tamanho exagerado.
  • Texto que entra no ritmo da fala é mais fácil de acompanhar do que bloco que aparece de uma vez.
  • A cor da marca como fundo inteiro identifica mais do que logo repetido em todo quadro.
  • Mostrar o bastidor bruto ao lado do pronto gera confiança sem perder o acabamento.

Entregas

  • Peça de abertura da campanha
  • Lettering animado para vídeo
  • Tratamento de fotos de estúdio
  • Colagem de bastidores

Cores do projeto

#00DCD3 · #141438

Telas do projeto original; dados pessoais que apareciam nas telas foram cobertos. Trabalho feito pelo fundador da Apol pra Shopper.

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