Comunicação · Employer branding e página de vagas

Shopper · Vagas.

Um banner que leva a pessoa certa até a página de vagas da Shopper na Gupy.

Shopper · 2019 · UX/UI Designer

O banner completo: uma peça só, lida de cima pra baixo até o convite de se inscrever.

O trabalho

A Shopper, supermercado online de compras automatizadas, precisava atrair gente pra crescer depois de um aporte. Foi criado um banner físico de recrutamento que apresenta a empresa, mostra quem já trabalha lá e manda o candidato pra um endereço só: shopper.gupy.io, a página de vagas hospedada na Gupy.

O contexto

A Shopper vende compras de supermercado pela internet com um modelo de reposição programada: o cliente monta a lista uma vez e recebe em casa todo mês. Em 2019 a empresa tinha acabado de levantar um aporte e precisava contratar em várias áreas ao mesmo tempo, de desenvolvimento a atendimento. As vagas ficavam na Gupy, plataforma de recrutamento usada por empresas brasileiras pra receber e triar candidaturas. O problema é que uma página de vagas só funciona se alguém chegar até ela. A peça deste case é o convite: um banner pra eventos, feiras de carreira e o próprio escritório, feito pra que a pessoa pare, entenda o que a empresa é em segundos e saiba exatamente onde se inscrever. Quem vê é um público misto — gente de tecnologia, de operação e de atendimento — então a mensagem não podia depender de jargão de nenhuma área.

O desafio

Recrutamento é comunicação com uma pessoa que ainda não conhece a empresa e tem poucos segundos de atenção. O banner precisava responder, nessa ordem, três perguntas que todo candidato faz: o que é essa empresa, por que eu confiaria nela e o que eu faço agora. Em uma peça vertical, lida a distância, sem botão pra clicar e sem espaço pra explicar o modelo de negócio. E tinha um segundo desafio, menos visível: o endereço de destino era uma página num domínio de terceiro (gupy.io), não o site da Shopper. O banner tinha que fazer essa ponte sem confundir — deixar claro que o caminho pra se candidatar é esse, e que ele é oficial.

Setor: Supermercado online · RecrutamentoPeríodo: 2019Função: UX/UI DesignerFerramentas: Photoshop, Illustrator

Como foi feito

Do problema à tela.

  1. 01

    Ordem de leitura

    A peça foi organizada como um funil de cima pra baixo: marca e chamada no topo (quem fala e o convite), prova social no meio (imprensa e pessoas reais do time) e o chamado para ação no rodapé, em letras grandes. Cada bloco responde a uma pergunta do candidato, na ordem em que ela aparece na cabeça dele.

  2. 02

    Hierarquia da chamada

    A frase 'Vem criar o supermercado do futuro com a gente' foi quebrada em três pesos. 'Supermercado do futuro' é a parte em negrito e maior, porque é a única que precisa ser lida de longe: diz o setor e a ambição em quatro palavras. O resto completa a frase pra quem se aproxima.

  3. 03

    Prova social em dois tons

    Dois tipos de confiança foram colocados lado a lado. A manchete da Exame sobre o aporte fala com quem se preocupa com solidez (a empresa tem caixa, tem investidores conhecidos). Os depoimentos de uma agente de encantamento e de um dev falam com quem se preocupa com o dia a dia (como é trabalhar aqui, pra quem é). Os dois cartões têm a mesma estrutura — foto, nome, cargo, fala — pra que o olho compare sem esforço.

  4. 04

    Linguagem visual

    O fundo escuro com estrelas, o foguete e o rastro de fumaça em forma de balão de fala traduzem 'startup em crescimento' sem precisar escrever isso. O balão de fumaça também serve de moldura branca pra manchete da imprensa, ligando a metáfora ao dado concreto. A identidade da Shopper (sacola sorrindo, verde e branco) fica no topo e no foguete, pra peça ser reconhecível mesmo de relance.

  5. 05

    Mockup de aprovação

    A peça foi apresentada já aplicada em um banner de lona com bastão e cordão, sobre um fundo azul neutro. Isso ajuda quem aprova a julgar tamanho de letra, respiro e ordem de leitura como serão no mundo real, e não numa arte plana na tela.

O que melhorou no UX

5 decisões, com a tela pra provar.

01 / 05

Uma pergunta por bloco

O atrito
Peça de recrutamento costuma virar colagem: benefícios, valores, vagas abertas, redes sociais, tudo junto. O candidato não sabe por onde começar e desiste.
O que a tela faz agora
O banner tem quatro blocos empilhados, cada um com uma função só: chamada, imprensa, time, inscrição. Nada de lista de vagas nem de benefícios na peça — isso fica pra página da Gupy, que é onde cabe.
Por que é melhor: Quem lê de longe pega a chamada; quem se aproxima lê a prova; quem decidiu encontra o endereço. A peça atende três distâncias de leitura sem pedir que ninguém leia tudo.
O banner completo: uma peça só, lida de cima pra baixo até o convite de se inscrever.
A chamada: a única frase que precisa ser lida de longe.

02 / 05

Um chamado para ação, e só um

O atrito
Quando a peça aponta pra vários lugares (site, Instagram, LinkedIn, e-mail do RH), a pessoa adia. E um endereço longo de página de vagas ninguém digita de pé numa feira.
O que a tela faz agora
Só existe uma instrução na peça inteira — 'inscreva-se:' — seguida do endereço curto shopper.gupy.io, no maior corpo de letra do banner depois da chamada, isolado em um rodapé com fundo próprio.
Por que é melhor: O endereço é curto o bastante pra memorizar ou fotografar. O verbo diz o que vai acontecer ao entrar. E colocar o nome da Shopper dentro do endereço mostra que a página na Gupy é oficial, mesmo estando em outro domínio.
Depoimentos do time e o único chamado para ação, com o endereço curto da página de vagas.

03 / 05

Prova de confiança com fonte visível

O atrito
Dizer 'somos uma startup que cresce rápido' é afirmação vazia; candidato bom desconfia. E o nome 'Gupy' no endereço, pra quem não conhece a plataforma, pode soar como um site qualquer.
O que a tela faz agora
A manchete da Exame entra com o logo do veículo em vermelho, o título original e o subtítulo, dentro de um cartão branco que destaca do fundo escuro. É uma citação, não um slogan.
Por que é melhor: A pessoa reconhece a fonte antes de ler o conteúdo. A solidez da empresa é dita por terceiros, o que reduz a desconfiança de quem está pensando em trocar de emprego.
Prova social de imprensa e o foguete: a empresa está decolando, e é isso que a manchete diz.

04 / 05

Pessoas reais, com cargo, pra cada perfil de vaga

O atrito
Recrutamento genérico fala com ninguém. Um dev e uma pessoa de atendimento procuram coisas diferentes numa empresa e se perguntam 'tem gente como eu lá?'.
O que a tela faz agora
Dois cartões iguais, com foto redonda, primeiro nome, cargo e depoimento em primeira pessoa. Uma fala vem da área de atendimento (agente de encantamento), a outra de tecnologia (dev). Trechos-chave estão sublinhados em negrito pra quem só passa o olho.
Por que é melhor: Cada candidato encontra alguém da sua área falando em linguagem de gente. O sublinhado cria um segundo nível de leitura: dá pra pegar a ideia central em duas linhas sem ler o parágrafo inteiro.
Depoimentos do time e o único chamado para ação, com o endereço curto da página de vagas.

05 / 05

Legibilidade a distância

O atrito
Banner de lona é lido de pé, a dois ou três metros, muitas vezes com luz ruim. Texto pequeno demais ou contraste fraco joga a peça fora.
O que a tela faz agora
Fundo escuro quase uniforme, texto branco, chamada e endereço em corpos grandes de uma sans-serif geométrica. Os blocos de texto longo (manchete e depoimentos) ficam em cartões brancos com texto escuro, invertendo o contraste pra leitura de perto.
Por que é melhor: A peça funciona em dois regimes de contraste: branco sobre escuro pra ler longe, escuro sobre branco pra ler perto. Ninguém precisa chegar colado pra entender o essencial.
O banner completo: uma peça só, lida de cima pra baixo até o convite de se inscrever.
A chamada: a única frase que precisa ser lida de longe.

Mais telas

O resto do trabalho, tela por tela.

Peças

Enquadramento de capa do banner de vagas.

O que fica desse trabalho

  • Uma peça de recrutamento é uma página de destino sem botão: cada bloco precisa responder a uma pergunta do candidato, na ordem em que ele a faz.
  • Chamado para ação físico precisa ser curto o bastante pra memorizar ou fotografar; o verbo diz o que acontece ao entrar.
  • Prova social funciona melhor com fonte visível (logo do veículo, nome e cargo da pessoa) do que com afirmação da própria empresa.
  • Contraste em dois regimes — branco sobre escuro pra longe, escuro sobre branco pra perto — atende quem passa e quem para.

Entregas

  • Conceito e direção visual da peça de recrutamento
  • Banner de lona (arte final)
  • Hierarquia de mensagem e chamado para ação
  • Mockup de apresentação

Cores do projeto

#00A381 · #2E3354

Telas do projeto original; dados pessoais que apareciam nas telas foram cobertos. Trabalho feito pelo fundador da Apol pra Shopper.

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